Aldeia típica transmontana, situada nos contrafortes da Serra de Montesinho habitada por cerca de 20 famílias, faz juz ao que de mais puro que se pode designar por "hospitalidade transmontana". Aldeia pobre de recursos agrícolas mas forte em recursos agropecuários, o cabrito de Montesinho tem ainda muita fama, criando-se sobretudo hoje um não menos afamado borrego, criado nos montes circundantes ao vento e ao frio rigoroso do Inverno e nos calores asperos do verão.
Montesinho já foi mais próspera do que é hoje, noutros tempos teve até posto da Guarda, foi sobretudo um dormitório (que foram ficando) de pessoas que vinham em busca de trabalho duro da prospecção do Minério. Diz-se ali com mágua ainda hoje, que "nas minas morreu muita gente".
Contudo com os fim das minas muitas pessoas regressaram à sua terra e os outros, sobretudo os mais novos foram de abalada (como quase todos os Portugueses) para Países mais ricos à procura de melhor vida. E diga-se a verdade, encontram.
Hoje Montesinho orgulha-se dos seus, espalhados pelos povos de Espanha, França e Alemanha, pelo mundo, etc.
Eles regressam e são sempre uma alegria, sobretudo no verão quando eles próprios obrigaram a alterar o dia da Festa, em honra de Sto António e que puderam estar todos juntos e matar saudades, se mudou para o terceiro domingo de Agosto.