Vivia na aldeia, como o pai e mãe já idosos, certa rapariga sobremaneira namoradeira e amiga de levar a sua avante. A dada altura, travou namoro com um rapaz que não caiu nas boas graças de seus progenitores. Mal estes o souberam choveram-lhe em casa os ralhetes da praxe e a oposição paterna a tal enlace, sem apelo nem agravo. O diabo a prepara-las! A moça, bonita e algo levantada ficou na sua, interpretando as admoestações paternas mais como tentativa para ela ficar sempre solteira. Não era assim, mas não houve quem a desconvencesse... Casar é que havia de casar, senão fosse com aquele rapaz havia de ser com outro - afirmava convicta e decidida para as amigas... Por isso, todas as tardinhas, sempre que ia à fonte, fazia-se ataviada de chitas lustrosas, para se fazer conquistar por novos amores, como quem diz para os pais: "À Igreja hei-de ir e não há-de demorar muito..." As coisas corriam neste tom quando, um dia, o pai a surpreendeu em fraco idílio com o moço indesejável. Não queiram saber as que teve de sofrer e ouvir. A partir dai, lá em casa as coisas tornaram-se de mal a pior. O caso corre de boca em boca. Fala-se de tantas lágrimas que encheriam uma bacia grande e de uma pobre mãe que adoeceu de flato, assistindo a tantos maus tratos e tantas imprecações do marido contra a filha... Mas nem a doença da mulher fez aquele pai mudar de ideias, nem a filha arrepiar caminho. De tanto lhe bater diz-se que o pai chegou ao ponto se sangrar das mãos, apesar de calejadas pela rabiça do arado. Tudo em vão. A filha sempre a dizer: "Bata-me, bata-me, senhor meu pai, que eu casar hei-de casar, nem que seja com o diabo." Estava-se longe dos novos tempos que acabaram por ensinar-nos que a cura para as teimosias se deve procurar na persuasão e nunca no bofetão. E tão alto gritou a rapariga que o diabo ouviu! Diacho da rapariga! Querem ver que ela anda metida com o diabo!?
Isa Silva - Oh Sérgio, este conto não é nada fácil de ilustrar. Fiz o meu melhor com as fotos que tinha na minha galeria.
Isa Silva - Fiz assim: li o conto e depois de escolher a foto fui ao editar - que está por baixo de cada foto - e indiquei a ordem dentro de 1 a 4. Experimenta Sérgio.
Sergio - ah, esqueci-me de dizer que gostei bastante da escolha das suas fotos para o conto - sobretudo aquela das mãos acho-a muito propria, além da da Igreja, falta-nos uma que identifique o "diacho" da rapariga do conto. (rs)
Isa Silva - Pois... não tenho nenhuma foto com uma rapariga :-(
lauramexia - Achei graça ao dramatismo da última foto!! Tal como nos romances clássicos portugueses as moças acabam ou no convento ou morrem por amor :)
Isa Silva - Estou à espera da outra parte da história. Como falava no Diabo e não tinha nada parecido, lembrei-me das cruzes...
Sergio - Isa, já enviei a segunda parte do Conto... mas também temos de esperar por outras participações de outros membros, não é?
Sergio - Vamos com certeza ter mais "Contos" nesta rubrica, o importante é ir participando aos poucos... Esta foto é um poço de mistério desde as cores ao próprio tema!
Sergio - Bem, cá está! (obrig.Isa)
Agora o grande desafio é mesmo convidar as pessoas que acharem que têm 4 fotos na sua própria Galeria que se identifiquem com cada conto. As minhas para este conto são estas 4 - Se alguém tiver por ai alguma foto que possa identificar com "diacho" deste conto era bem bom.
Aqui fica o desafio para ver se tornamos esta rubrica bem divertida para todos.
Isa Silva - Pois é... é só escolher as fotos na sua galeria :-)
Isa Silva - João, o conto não refere abelhas... Apesar destas suas fotos serem muito boas. Posso saber onde se encaixam no conto? Fiquei com curiosidade :-)
lauramexia - Será que a moça é essa alegra abelhinha que na última foto se Vê em conferência familiar?
:)
Isa Silva - Se calhar a abelhinha é a moça :-) É uma abordagem diferente, sim. Original
Sergio - ...ehehe, não digo que não, mas que o Conto fala de buracos la isso fala, e a abelha está ali a entrar num buraco. Original, sim.
Diana - Sem duvida demonstra qe ha varias formas de exprimir a mesma coisa!
Conta-me um conto é um recanto da PNETimagens que conta com a
participação de todos. Ocasionalmente, será colocado um pequeno conto que os membros poderão ilustrar até 4
fotos. A sua interpretação do conto poderá ser
comentada por todos.
Esperamos que esta rubrica seja muito participada pela sua
originalidade e exigência de imaginação e
sensibilidade.
Boas fotos!
Caso esteja interessado(a) em contribuir com um pequeno texto para esta rubrica,
envie-nos o conto com identificação do nº de membro.
Para propor as fotos para o Conta-me um conto, vá ao Gerir Galerias, escolha a foto e clique em Editar. Depois, é escolher a ordem dentro da sequencia das 4 fotos.